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22/11/2018

Federarroz recomenda diversificação para diminuir dependência do arroz


O plantio de arroz no Rio Grande do Sul está na reta final e as condições para a semeadura foram favoráveis. Dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) apontam que a área nesta safra deverá ficar em torno de 1,07 milhão de hectares. A expectativa é que para quem plantou na época indicada, as condições da colheita devem ser favoráveis. Entretanto, a perspectiva de preços para a colheita, que inicia em março, não é animadora.

Conforme o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, ainda é muito cedo para falar em tamanho de safra, pois o nível de tecnologia utilizado em parte das lavouras é uma incógnita. Isso se deve a descapitalização do produtor de arroz em função de dois anos de preços com baixa remuneração.

Para o dirigente, a atual situação dos custos altos de produção já são uma apreensão muito forte entre os produtores. ?A Federarroz alerta que não adianta somente produzir e vender abaixo do custo de produção, ano após ano. Diminuir a lavoura ou mesmo parar é uma atitude de gestão, pois quando se está no vermelho, quanto mais se produz, maior é o prejuízo?, salienta.

Dornelles ressalta que o mercado doméstico tem sido depreciativo à quem produz. Qualquer pretexto de fragilidade, acaba contribuindo para queda dos preços pagos aos produtores. Assim, mesmo com a maioria dos fundamentos sendo positivos ao fortalecimento dos preços, o recuo acontece. ?A atual conjuntura da produção de arroz é de enfraquecimento do setor produtivo, do fortalecimento do varejo e organização do setor industrial. Isso tem penalizado os produtores, elo mais fraco, trazendo insegurança às famílias, observa.

O presidente da Federarroz reforça que a entidade tem uma postura pragmática e um compromisso com as pessoas, os produtores e sua família, e não simplesmente com a cultura do arroz. Desta forma, aconselha aos produtores que estão pegando recursos para a safra com vencimento na colheita, onde os preços historicamente são mais baixos, que não plantem para não aumentar o prejuízo. ?Melhor exemplo para isto é que em plena entressafra o mercado está fragilizado, apesar de fortes movimentos de exportação, baixo estoque de passagem e uma safra futura equalizada com a demanda em todo Mercosul?, informa.

O dirigente lembra que em função dos custos de produção, onde a Federarroz prevê uma alta no desembolso de 20%, trará uma necessidade de preços ainda maiores dos que estão sendo faturados neste momento, em torno de R$ 42,00. ?Aconselhamos o arrozeiro que busque uma diversificação dos negócios para não ficar refém a uma cultura que não tem trazido muita felicidade aos seus empresários. Assim, tem a obrigação de começar a diversificar com o objetivo de no futuro dar uma guinada no seu negócio?, pondera, acrescentando que ainda assim, lamenta que o produto arroz perdeu valor e respeito, gerando insegurança.


Fonte: https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/graos/225544
 
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